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sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Desmitificando a Sexta-feira 13


Esqueça qualquer conceito cristão acerca do dia de hoje. Vamos transmutar essa visão tão negativa e preconceituosa que temos sobre a Sexta-feira 13. Como? Se tiver coragem de ousar, desapegar, deixar pra trás velhos conceitos e abrir-se ao novo, prossiga com a leitura. Do contrário, agradeço a visita e boa viagem de volta! *rs*

Considerações sobre a Sexta-feira 13:

- Numerologia
Reduzindo o número 13 em 1+3 teremos o 4, que representa a organização e a prática. Segundo Monica Buonfiglio, este número está relacionado à  honestidade, sinceridade, seriedade, dignidade, paciência e consciência. Quem está sob a regência deste número, assume todas as responsabilidades e acaba sendo requisitado para dar aos outros, proteção e apoio. Gosta de ordem e regularidade, tanto no lar quanto em seu ambiente de trabalho. 

- Tarologia
Dentre os Arcanos Maiores do Tarot, temos o Arcano 13, A Morte, que definitivamente não é um arcano para qualquer pessoa. Como disse no começo do post, a pessoa para vivenciar este arcano precisa ter coragem de abandonar o velho, aquilo que não mais serve, trabalhar o desapego e estar disposto a se aventurar rumo ao desconhecido e abraçar novas oportunidades, novos contatos, novas situações de vida e etc. O que deve morrer em nós para que o novo surja? O que já está obsoleto em nossa forma de agir, pensar? O propósito é a entrega geral, ampla e irrestrita nessa jornada, renovando, recriando, renascendo para uma nova aurora de vida. Coragem! 

- Dia da Semana
Sexta-feira é o dia da semana regido por Vênus, Deusa do Amor e da Beleza e seus atributos são o amor, casamentos, amizade, sociedade, harmonia familiar, fartura, prosperidade, equilíbrio, harmonia, beleza, artes, entendimento familiar, fecundidade, caridade e sucesso em todas as coisas da vida.




- Influência Lunar
E específico para o dia de hoje, 13 de Agosto de 2010, estamos sob a influência da Lua Nova, que é uma excelente fase para trabalhar a renovação em nossas vidas, em todos os aspectos, mas principalmente para atrair coisas novas no trabalho e no campo afetivo. 

Magia da Sexta-feira 13 da Lua Nova

01 vela lilás
01 folha de papel sulfite
01 incenso
01 cálice com água
01 ametista pequena
Azeite de oliva
Arcano 13 - A Morte
(se você não tem um tarot, procure por uma imagem na internet e imprima, aqui tem vários decks, escolha o que mais lhe agrada, mas lembre-se: tem que ser do Arcano 13)

Com a ponta dos dedos indicador e polegar, passe azeite de oliva da base para o pavio da vela, mentalizando tudo que deseja transmutar e renovar em sua vida. Acenda a vela e fite a chama por alguns minutos, pedindo aos elementais do fogo que lhe traga  clareza e visão para tudo que precisa de renovação, principalmente na vida sentimental e questões estéticas. Acenda o incenso, pedindo aos elementais do ar que leve seus pedidos à Grande Mãe e coloque o cálice com água ao lado da vela, pedindo aos elementais da água por purificação. Pegue a pedrinha de ametista, segure em sua mão de poder (aquela que você escreve) e peça aos elementais da terra que traga a concretização dos seus pedidos.
Na folha, escreva 13 itens que deseja transmutar, renovar, alquimizar em sua vida. Dobre este papel e coloque-o sob a vela. Quando a vela terminar de queimar, beba à agua, sentindo a alquimia ocorrendo dentro de si e guarde o papel para sempre verificar o que já conseguiu transmutar em sua vida. 

Perceberam que utilizei todos os elementos - e alguns outros mais - que citei neste post? Vejam:

Vela lilás: A vela representa o elemento FOGO e lilás, a cor da transmutação
Incenso: Representa o elemento AR
Cálice com água: Representa o elemento ÁGUA
Ametista: Representa o elemento TERRA
Arcano 13 - A Morte:
Trazer RENOVAÇÃO e RENASCIMENTO
Dia da Semana: Regência de Vênus, atua na BELEZA, AUTO ESTIMA e AMOR
Influência Lunar: Lua Nova, RENOVAÇÃO
Folha de sulfite: O ato de escrevermos nossos pedidos, representa a ORGANIZAÇÃO

Boa sorte e Bençãos plenas dos Deuses!


segunda-feira, 21 de junho de 2010

Sabbath de Yule

 
Yule — O Nascimento da Criança da Promessa
por volta de 21 de dezembro no hemisfério Norte
por volta de 21 de junho no hemisfério Sul
 
Yule é o momento na Roda do Ano no qual o Rei do Azevinho (Senhor das Sombras) é vencido pelo Rei do Carvalho (o Rei Sol, a Criança da Promessa) que chega. Celebra-se a Deusa como Mãe que dá nascimento ao Deus Sol, a Criança da Promessa. Outros celebram a vitória do Deus da Luz (Rei do Carvalho) sobre o Rei das Sombras (Rei do Azevinho), pois a partir desse momento os dias se tornarão visivelmente mais longos com o passar do tempo, mesmo com frio. Esse Sabbath representa o retorno da luz. Aqui, na noite mais escura e fria do ano, a Deusa dá nascimento à Criança do Sol e as esperanças renascem, e Ele trará calor e fertilidade à Terra.

É impossível discutir as Tradições de Yule sem mencionar o Natal. Muitos dos costumes de Yule foram absorvidos pela Igreja Cristã, em várias datas diferentes no decorrer do século, mas se estabeleceu no dia 25 de dezembro, pois associou muitos dos costumes da antiga e milenar celebração do Solstício de Inverno, que ocorre por volta de 21 de dezembro no hemisfério Norte. As Tradições Cristãs dizem que Maria deu à luz Jesus no vigésimo quinto dia, mas não confirma de qual mês. Finalmente em 320 d.C., a Igreja Católica decidiu marcar o nascimento de Cristo em dezembro para absorver o culto sagrado do Solstício de Inverno dos celtas e saxões.

Há muitas práticas que são utilizadas por Cristãos hoje que possuem origens essencialmente Pagãs. A Tradição da Árvore de Natal tem origem nas celebrações Pagãs de Yule, nas quais as famílias traziam uma árvore verde para dentro de casa para que os espíritos da Natureza tivessem um lugar confortável para per­manecer durante o Inverno frio. Sinos eram colocados nos galhos da árvore. Os espíritos dia Natureza eram presenteados e as pessoas pediam aos elementais que as mantivessem tão vivas e fortes durante o Inverno como a árvore que recebia lindos enfeites.
O pinheiro sempre esteve associado com a Grande Deusa. As luzes e os ornamentos, como Sol, Lua e estrelas que faziam parte da decoração das árvores, representavam os espíritos que eram lembrados no final de cada ano. Presentes eram colocados aos pés da árvore para as Divindades e isso resultou na moderna troca de presentes da atual festa natalina.

As cores tradicionais do Natal, verde e vermelho, também são de origem Pagã, já que esse é um Sabbat que celebra o fogo (vermelho) e usa uma Tora de Yule (verde). Um pedaço de tronco que havia sido preservado durante todo o decorrer do ano era queimado, enquanto um outro novo era enfeitado e guardado para proteger toda casa durante o ano que viria. Os troncos geralmente eram decorados com simbolos que representassem o que as pessoas queriam atrair para sua vida.

A Tradição da Tora de Yule perseverou até os dias atuais entre os Wiccanos, que fazem três buracos ao longo de um pequeno tronco e colo­cam três velas em cada buraco, uma branca, uma vermelha e uma preta para simbolizar a Deusa Tríplice. A Tora de Yule também é decorada com aze­vinho sempre verde para simbolizar a união da Deusa e do Deus. Em Yule a casa era decorada com azevinho, representando a metade escura do ano, para celebrar o fim da escuridão na Terra.
 
Para os antigos celtas, celebrar o Solstício de Inverno era o mesmo que reafirmar a continuação da vida, pois Yule é o tempo de celebrar o espírito da Terra, pedindo coragem para enfrentar os obstáculos e dificuldades que atravessaremos até a chegada da Primavera. E momento de contar histórias, cantar e dançar com a família, celebrando a vida e a união.
O tema principal desse Sabbat é a Luz em todas as suas manifestações, seja o fogo da lareira, seja de uma fogueira, de velas, etc. A Luz nesse Sabbat torna-se um elemento mágico capaz de ajudar o Sol a retornar para a Terra, para nossa vida, corações e mentes.